segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Sem lamúrias...

Já que a vida insiste em me sorrir, eu retribuo-lhe.

Lugarzinho sentado no comboio. Parceiras de viagem bem-dispostas, giras e, como direi, arejadas. Trabalho bom, sem pressas. Almoço na Foz. Num restaurante que calca a areia. Com um amigo de longa data. Boa companhia, está claro. A conversa fluiu como sempre. Do encerramento das urgências até às birras das namoradas. O Sol, o Pai da preguiça, sempre lá, a tentar, sorrateiramente, demover-nos do trabalho. Não faltou tudo. Olho pela janela e ele continua lá... A dar sombras às ruas. Sempre o Sol que afaga as estradas que teimamos em percorrer. Sempre o Sol. Parei e "Encostei-me para trás na cadeira de convés e fechei os olhos".

Amanhã, apenas quero continuar sem perceber. Amanhã, apesar de não ansiar por mais nada, apenas quero saber que o amanhã será ainda hoje.

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