A Morada do Silêncio
Quarta-feira, Janeiro 27, 2010
Quinta-feira, Janeiro 21, 2010
ninguém espera que tudo dure para sempre, certo?
dificilmente haverá coisa pestilenta do que as pessoas que defendem o "reconhecimento da obra".
Domingo, Janeiro 17, 2010
percebo que para alguns o prazer deixa de estar na carne
quando encomendo uma t-shirt XL num site de hiphop e ela não me serve.
nem sei se a palavra existe
não deixa de ser também irónico que a mtv, habitualmente tão pedagógica e politicamente zelosa a raspar palavrões das músicas, encha a sua programação com doutoramentos em rameirices.
Quinta-feira, Janeiro 14, 2010
eflúvio
creio cada vez mais que um dos grandes problemas das relações sociais se prende com o facto de se fazer o absurdo paralelismo entre simpatia estrepitosa e credibilidade. mas isso devo ser só eu. que não raro adormeço assustado.
miss universo
"hmmm, eu acho que josé saramago é um pseudónimo do camões, não é?"
débora, 17 anos, 12º ano. 18 valores no 11º.
o romancista russo que há em mim, diria joão césar monteiro
não conheço ninguém melhor do que eu a comer restos.
Terça-feira, Janeiro 12, 2010
a única flor das areias
é quente este silêncio pousado sobre os pés.
como ferida curada pelo tempo. como
sussurro atravessado no lume de um deserto imprevisto. é atento
este abrir de mãos. como os sinais mais fundos
abertos sobre os lábios do homem que fala sozinho
como ferida curada pelo tempo. como
sussurro atravessado no lume de um deserto imprevisto. é atento
este abrir de mãos. como os sinais mais fundos
abertos sobre os lábios do homem que fala sozinho
status
vergo-me, suspenso, como quem se interroga.
esta força
dentro do sangue é o silêncio que me queima? a mãe que
grita ao filho tem uma candeia na voz
um anjo ferido na garganta, uma morte
pousada sobre o seu ombro. e ponho a mão
na boca. o espanto dos homens sem lugar:
daqueles para quem
a noite
acontece sempre dentro da sua própria casa. ao
frio. sem
conseguirem dormir.
esta força
dentro do sangue é o silêncio que me queima? a mãe que
grita ao filho tem uma candeia na voz
um anjo ferido na garganta, uma morte
pousada sobre o seu ombro. e ponho a mão
na boca. o espanto dos homens sem lugar:
daqueles para quem
a noite
acontece sempre dentro da sua própria casa. ao
frio. sem
conseguirem dormir.
humanidade para onde caminhas?
duas das minhas angústias diárias foram resolvidas. as paredes estão finalmente reparadas e os "técnicos da edp distribuição" passam cá na 4feira. arreliações que dispensaria sem hesitar. não será certamente difícil para vocês, caros leitores, perceberem que as coisas do etéreo só podem ter a sua real importância a partir do momento em que tomamos banho de água quente.
frase tipo facebook
sobre mim: não cito chomsky, visto-me como quero e estou-me a borrifar para os intelectuais.
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