A Morada do Silêncio

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

o coração cora?

Terça-feira, Outubro 27, 2009

post 801

mais vale tarde do que nunca. no baú do ípsilon, rogério casanova. ler também o comentário de um anónimo sobre pynchon.

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

havia crianças a correr na areia
e simulacros de noites esparsas sobre os momentos pendurados
num silêncio que se torna maior. na
cidade acendem-se as luzes
escutam-se as memórias que falam baixinho e
fingem-se as janelas abertas que agitam o amor. em
redor: tudo. excepto nós. invernos que chegam como tempos esquecidos
fugas em suicídios súbitos
dalguma eternidade recomeçada a partir da boca. sombras moles
que se parecem muito pouco connosco
adivinhadas longe daqui a extinguirem-se em ossos secos. e há vento
a cobrir os teus cabelos. esse outro inverno. frio veneno
gume a cortar a água ruído dócil a vestir-se de terra. abrigo-me
debaixo do teu braço, vestido rasgado e carne oculta
ergue em astros a forma de enterrar tudo no
lugar onde se guardam os objectos intactos. junto ao coração.
dentro da mão.

todo carne e osso

Domingo, Outubro 18, 2009

93.742 kms

a vida dos antigos pneus do meu carro. obrigado, resistentes!

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

shaka sign



mais aqui.

Segunda-feira, Outubro 05, 2009

água parada

inútil
a voz
sossegada no ar; útil
um
coração supurado
que separa dos lábios
as palavras pequenas
do medo.

essa distância cicatrizada
da impossibilidade : livre
como dantes. livre.

revoluções inventadas
e tu. dobras de roupa e
outras metáforas. sossego e rio
na eternidade fabulada
das interrogações.

mortos que vivem na sombra
do seu silêncio. vivos-mortos
que se dizem sombra ocupada
em sexo entornado de rugas de amor.

esticas as veias projectas para longe
a ilusão de mergulhar devagar
sobre um céu pousado na parede
do aqui e do agora. essa distância
confortável. o ombro de um velho amigo.

bêbedo imaginário de peito cortado
sem dar conta. tardes lentas paralelas ao mar
e pescadores quase perdidos a comerem o ar.

vento que nos golpeia e derrota. dedos frios
feridas ardidas sem o teu perfume. como se rasga
sem morrer o coração. como se ouve sem morrer
a mais lenta asa do mais vazio dos anjos?

o rumor da tua boca a abraçar em súplica os meus dedos
como se espreitasses sobre o muro onde repousam todas
as pequenas dúvidas. água parada, braços invisíveis
búzios calados, ossos furados, corpo esmagado
por dentro.

Quarta-feira, Setembro 16, 2009

"o sossego das crianças que fogem ao terror"

bonito

Sábado, Setembro 12, 2009

momento euronews