quinta-feira, dezembro 07, 2006

Hoje tive um sonho...

Enquanto dava ao corpo o descanso que a mente não tem, sonhei. Não sei se foi da televisão estar na sala a falar sozinha ou se foi do rádio que ficou no quarto ainda a despertar. Estava à procura dos olhos. Sim, porque a luz já a tinha ligado. Assim como assim, sabes que não gosto do preto e branco. Pois. A tua cor é sempre esquecida nos retratos a sépia. Quem inventou o escuro não te sabia. O corpo continuava deitado na cama ao lado do sono. Descansar não me sossega. Cansa-se até. Faz-me um dói-dói na testa. Piso o chão com força. Rasgo-me. Despeço a luz. Nem assim o sono entra. A noite está bem mais do que boa, mas longa de mais. As horas devem ser amantes da noite. E da solidão. Lembro-me que gosto tudo o que posso de ti. São seis da manhã. O dia rebenta-me as persianas. E os ouvidos também. Vou pôr água a correr-me pelo corpo.

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